(Citação)
"Ensine; em outras palavras: aprenda.
Viva a paisagem com paixão.
Retire-a do indistinto, investigue-a, ilumine-a entre nós.
Saiba o que significa dentro de nós.
Leve para a terra esse claro conhecimento.
Édouard Glissant, 1969"
Há uma disposição para a vida. E a vida é um fenômeno de perseverança, que independe de nós. Nosso sagrado ofício está em estabelecer ritos para fluir, ativando o vivo enquanto vida há. Cerimoniais que não precisam ser rebuscados. Cercar-se daquilo que move é o suficiente: da luz da manhã, de El Greco, Grünewald e Georges Rouault. Do magnetismo das serras mineiras. De Bach e Tchaikovski. Dos Evangelhos. Deste modo, em angélicas companhias, Mário Mendonça habita sua teologia íntima. Uma construção que certamente atravessou crises, dúvidas e hesitações. Ser testado faz parte do jogo da arte, assim como faz parte de qualquer escalada depurativa. Sem essa predisposição para a incerteza e para o prazer de vulnerabilizar-se na busca, não se chegará a nada novo. As resultantes são vindas e partidas de uns e umas, permanência perene de “tantos poucos” e gestualidades consolidadas, que, ao longo de 60 anos, povoam o mundo de pinturas, cujas temáticas representam a trajetória do messias cristão e as reminiscências do Mistério nas ocorrências do cotidiano.
instituto Mario Mendonça: @institutomariomendonca
Curadoria: Prof. Carlos Eduardo Félix da Costa
Solar Grandjean de Montigny: @solarpucrio