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Últimos votos

No ano em que celebra 25 anos de ordenação presbiteral, Pe. Anderson Pedroso, S.J., integra-se, efetivamente, ao corpo apostólico dos jesuítas

Data de publicação: 11/12/2025
Texto: Renata Ratton
Assessora de Comunicação Institucional da PUC-Rio
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Pe. Anderson Pedroso, SJ, professa seus últimos votos à Companhia de Jesus - Foto: Matheus Santos, Comunicar/PUC-Rio

Em cerimônia solene na Igreja Santo Inácio, em Botafogo, realizada no último dia 7 de dezembro, o reitor da Universidade, Padre Anderson Antonio Pedroso, S.J., professou seus últimos votos junto à Companhia de Jesus. A celebração acontece no ano do Jubileu de Prata de sua ordenação presbiteral, em uma consagração plena à vida religiosa.

Os últimos votos representam a maturidade e a profundidade do compromisso do jesuíta com a missão da Companhia de Jesus, após extenso processo de formação. Simbolizam a incorporação definitiva, a maturidade espiritual e a disposição total do sacerdote a serviço da Igreja e da missão de Cristo no mundo, em comunhão com a Companhia de Jesus e seu carisma missionário.

A missa foi presidida pelo Provincial dos Jesuítas no Brasil, Padre Mieczyslaw Smyda, S.J., e concelebrada por diversas autoridades eclesiásticas, incluindo o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Hiansen Vieira Franco, e o presidente da Fundação Padre Leonel Franca, Padre Roberto Barros Dias, S.J. A igreja lotada acolheu familiares, amigos, vice-reitores, professores e funcionários da PUC-Rio.

A cerimônia foi aberta por uma apresentação da Camerata da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, grupo apoiado pela PUC-Rio. Fiorella Solares, diretora da Ação Social pela Música do Brasil, agradeceu a acolhida da Universidade nos últimos três anos, destacando o impacto humano da gestão do reitor ao integrar a arte e a inclusão social no ambiente acadêmico.

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Igreja Santo Inácio lotada para a celebração - Foto: Matheus Santos, Comunicar/PUC-Rio

Durante o rito litúrgico, em sua homilia, Pe. Mieczyslaw Smyda conectou a liturgia do Advento — tempo de espera e conversão — à jornada vocacional de Pe. Anderson. Ele explicou que os últimos votos na Companhia de Jesus ocorrem após um longo período de "provações e experiências", visando confirmar a total disponibilidade do jesuíta para a missão.

— Viver na Companhia de Jesus é viver na pobreza, castidade e obediência. Não se apegar às coisas, nem a si mesmo, mas disponibilizar-se para ir e servir aos outros — explicou o Provincial. Pe. Smyda recordou ainda o recente encontro dos provinciais com o papa Leão XIV, em outubro, que reafirmou a missão dos jesuítas de estarem nas "fronteiras", sejam elas geográficas, culturais ou intelectuais, dialogando com culturas distantes, acolhendo os que perderam a dignidade e cuidando da "Casa Comum".

No momento central da celebração, diante da Eucaristia, o reitor da PUC-Rio leu a fórmula dos votos, além de uma especial dedicação à instrução da juventude e do quarto voto de obediência ao papa para as missões.

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A missa foi presidida pelo Provincial dos Jesuítas no Brasil, Pe. Mieczyslaw Smyda - Foto: Matheus Santos, Comunicar/PUC-Rio

Ao final da missa, dirigiu-se à comunidade, descrevendo o dia como um "Kairós", um tempo de densidade espiritual inegável. Rememorando sua trajetória, iniciada com um retiro espiritual em 1999.

— Quero manifestar agora toda a minha gratidão... a PUC está aqui... missão que Deus me confiou. Agradeço a família que eu tenho, aos meus pais, que assistem de longe… Mas eu ganhei uma outra família chamada Companhia de Jesus… Eu fico muito feliz de professar os votos aqui, porque essa igreja reproduz a igreja do Gesù lá em Roma, que é o coração onde está o corpo de Santo Inácio. Todos os sábados eu ia visitar a igreja, confessar, e, no túmulo de Santo Inácio, eu pedia a graça de que ele me iluminasse. Finalmente eu fiz os 30 dias, e nos 30 dias, em 1999, a vocação floresceu e eu entendi que existia um caminho.

Quando eu fiz pela primeira vez os exercícios espirituais, o padre disse algo que me marcou: 'esses dias são preciosos para a salvação do mundo. Esta passa pelo nosso coração'. Há momentos em que tudo se concentra em uma densidade espiritual existencial inegável, um kairós. Hoje é um dia assim para mim. Já tinha escutado de um outro jesuíta, padre Ladária da Gregoriana, que todas as vezes que alguém recebe um sacramento, é toda a igreja quem se enriquece, seja em uma capela rural, distante, humilde, pobre, seja numa catedral, numa basílica, toda vez que alguém recebe um sacramento é toda a igreja que se enriquece. Hoje, creio que isso serve também para o que eu vivo, o que vivemos hoje. Todas as vezes que alguém professa votos, que alguém se entrega a Deus, é toda a igreja que se renova. Não é a minha pessoa que está no centro hoje, mas é a Companhia de Jesus que está no centro. Está no centro a missão que nos foi dada há séculos, pelo nosso fundador, Santo Inácio Loiola."

Pe. Anderson se utilizou de uma metáfora para descrever a vocação jesuíta: a "liberdade libertada".

— A liberdade libertada de amarras, despretensiosa, confiante, é a ponta de diamante, pois tem a força de abrir e até rasgar a nossa história. Eu gosto de lembrar que o missionário não é o que leva a Deus, mas é aquele que encontra Deus onde é enviado. Deus me deu a graça de ser livre para encontrar novos rostos, novos olhares, de encontrá-lo em tantas pessoas que estou vendo aqui na minha história, que se rasgou, se abriu e está habitada por Ele… Muitos rostos estão aqui, muita gente querida, que caminha comigo.

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Afeto e reconhecimento: familiares, amigos e professores da Universidade aplaudem o reitor da PUC-Rio ao final da cerimônia - Foto: Matheus Santos, Comunicar/PUC-Rio

Em sua mensagem, o reitor também fez um chamado contundente à ação social, alinhado à identidade da PUC-Rio.

— Não podemos nos esquecer dos pobres. Em um mundo de injustiça e ingratidão, os pobres sempre pagam. São roubados na sua dignidade, nos seus direitos. Eu estou convencido de que, como jesuítas, não podemos errar nisso. Estar com os pobres, cuidar dos pobres e, o mais importante, ser evangelizados pelos pobres. Por isso, nós lutamos tanto na PUC, para que seja uma universidade que conheça a justiça e que pratique a justiça. Que seja uma universidade que, no Rio de Janeiro, possa continuar trazendo vida, ajudando a todos e formando as futuras gerações.

Encerrando sua fala, Padre Anderson elencou três pilares que sustentam sua missão e a da Universidade: a coragem, a oração e o amor.

— Em primeiro lugar, a coragem. Aprendi, nesses anos, a não ter medo, nem mesmo nos momentos mais difíceis, nas travessias mais áridas, nos desertos da vida e da PUC. Em segundo, a oração. Em terceiro, o amor: quem ama a Deus converte tudo em sua presença.

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Pe. Anderson (à direita): “O dia mais feliz da minha vida” - Foto: Matheus Santos, Equipe Comunicar/PUC-Rio

O reitor concluiu pedindo orações para que possa manter sua "liberdade interior", definida por ele como o maior dom que alguém pode possuir, capaz de conservar a integridade de si mesmo e permitir viver plenamente o presente nas mãos de Deus:

— Quem tem liberdade interior conserva a integridade de si. Quem tem liberdade interior sabe viver o presente. Quem tem liberdade interior sabe que a vida está nas mãos de Deus em todos os momentos. E tem momentos em que sentimos estar nas mãos Dele. Tem momentos em que ele segura, tem momentos em que ele acaricia, tem momentos em que ele nos empurra, mas não existe momento em que ele não esteja perto de nós. A liberdade do jesuíta é uma coisa extraordinária. É a liberdade de obedecer, de deixar que Deus conduza. Rezem por mim para que eu conserve e cresça nessa liberdade para todas as missões que a Companhia me queira confiar.


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