Bolsas para a ciência de ponta, portas para o futuro
Programa Desafios PUC-Rio garante isenções aos maiores talentos da Química, Física, Matemática e Informática
Assessora de Comunicação Institucional da PUC-Rio
Clima de festa e congraçamento no final da cerimônia dos Desafios PUC-Rio 2025 - Foto: Equipe CCEC/PUC-Rio
Há quase duas décadas, o programa Desafios PUC-Rio surgiu como um dos pilares da estratégia universitária para atrair e fomentar a excelência nas ciências exatas, ao criar competições de alto nível nas áreas de Química, Física, Matemática e, mais recentemente, Informática. Com isso, a Universidade estimula o estudo aprofundado nas escolas e oferece a concessão de bolsas de estudos aos melhores talentos.
No dia 14 de novembro, a cerimônia de premiação 2025 lotou o Auditório B8 de alunos do Ensino Médio, responsáveis e professores das instituições dos medalhistas, além do corpo docente da PUC-Rio envolvido nos Desafios.
O impacto mais palpável do programa reside nos estudantes premiados. A bolsa, que cobre a mensalidade, não é apenas um prêmio, mas a certeza de uma trajetória acadêmica na Universidade.
Com uma missão de "face dupla", conforme definida por seus coordenadores, a iniciativa busca tanto incentivar a participação em carreiras historicamente menos procuradas quanto realizar a captação de alunos que, desde o Ensino Médio, já demonstram um diferencial em suas áreas. O resultado desse investimento se reflete em números: o programa já concedeu mais de 80 bolsas a estudantes ao longo de sua trajetória.
O núcleo da iniciativa está no Desafio de Matemática, que completa a 18ª edição. A prova, concebida para ter um perfil semelhante ao das Olimpíadas Nacionais, serve como o principal instrumento para identificar e premiar os jovens destacados.
Em 2024, a disputa foi rebatizada de Desafio Nicolau Saldanha, para celebrar os 60 anos do professor da Matemática, um dos grandes nomes da área e das Olimpíadas no Brasil, e coordenador do Desafio desde a sua origem.
A professora Renata Martins da Rosa – também coordenadora dos Desafio de Matemática – explicou que a homenagem reconhece a dedicação de Saldanha, que participou das primeiras Olimpíadas no país, além de muitas outras no exterior.
O medalhista de ouro em Matemática, Rafael Alves Amiune, entre os professores Nicolau Saldanha e Renata Rosa - Foto: Equipe CCEC/PUC-Rio
Além de garantir bolsas de excelência, a partir desta edição, o Desafio de Matemática tem um papel crucial no ecossistema das competições nacionais. Embora aberta a qualquer estudante, a prova adquiriu status de competição regional. Portanto, os alunos premiados são automaticamente convidados a participar da OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática), a competição nacional mais antiga e prestigiada. “A OBM, por ser um torneio por convite, depende de classificação em competições como o Desafio ou a OBMEP. Assim, o programa da PUC-Rio atua como um verdadeiro celeiro de talentos para as competições de nível máximo do país.
O Coordenador dos Desafios PUC-Rio e do Desafio de Física, professor Raphael de Paola, destacou a importância de expandir o alcance do programa para acompanhar as novas tendências.
"A área de Informática foi incorporada há apenas três anos, trazendo sua dinâmica e abrindo portas para cursos como Ciência da Computação, Engenharia da Computação e, futuramente, o Bacharelado em Inteligência Artificial (BIA)”, comentou. Raphael também celebrou a recuperação no número de inscritos nos Desafios após a pandemia: "Neste ano, por exemplo, mais do que dobrou o número de candidatos que vieram fazer a prova do Desafio de Física, em relação ao ano passado”.
Raphael de Paola entrega medalha de prata em Física ao estudante Pedro Henrique Bezerra Oliveira - Foto: Equipe CCEC/PUC-Rio
O Desafio de Informática está a cargo da professora Ana Carolina Letichevsky – também coordenadora do Vestibular –, que agradeceu o intenso trabalho dos envolvidos nas disputas e elogiou o desempenho dos estudantes, o apoio dos pais e responsáveis e dos professores das escolas, lembrando que a PUC-Rio está sempre aberta ao diálogo e a todos que desejarem conhecê-la melhor e tirar suas dúvidas.
A professora Daniela Soluri, à frente do Desafio de Química, salientou o destaque da graduação da PUC-Rio, cinco estrelas no ranking promovido pela “Quero Educação” e o “Estadão”, a nota máxima.
A medalhista de ouro em Química, Ana Clara Rosa Cerqueira Valdo, junto à professora Daniela Soluri - Foto: Equipe CCEC/PUC-Rio
Ana Clara Rosa Cerqueira Valdo, medalha de ouro nesse desafio – a sua primeira competição –, demonstrou a concretude do incentivo. "Eu me sinto muito feliz, Química sempre foi uma área em que eu tive muito interesse, então ter essa oportunidade foi maravilhoso," afirmou a estudante, que terminará o Ensino Médio este ano e pretende utilizar a bolsa na Universidade em 2026. "Eu só gostaria que os desafios pudessem ter mais áreas e fossem ainda mais divulgados”, observou.
Pedro Augusto Schneider, que foi medalha de prata em Química e recebeu Menção Honrosa em Física – sim, o mesmo candidato pode fazer provas para mais de um desafio –, já tem seu destino traçado. Após finalizar o Ensino Médio, no próximo ano, ele vai focar seus esforços no vestibular: "Pretendo entrar na PUC-Rio e cursar Engenharia da Computação. É minha prioridade máxima”, revelou.
Pedro Augusto Schneider, medalhista de prata em Química, concorreu em mais de um desafio e recebeu Menção Honrosa em Física - Foto: Equipe CCEC/PUC-Rio
Já o medalhista de ouro em Matemática, Rafael Alves Amiune, participa desse desafio pela segunda vez, tendo sido prata na primeira competição. Mesmo estando no primeiro ano do Ensino Médio, ele já está traçando seu caminho. "Meu objetivo em geral é melhorar nas Olimpíadas de Matemática. Eu gosto muito," disse Rafael, que planeja seguir a área de tecnologia, programação possivelmente, “algo que tenha ligação com a Matemática”.
Oportunidades que vão além
A coordenadora do Vestibular PUC-Rio e do Desafio de Informática, Ana Carolina Letichevsky fala aos presentes - Foto: Equipe CCEC/PUC-Rio
Os organizadores dos Desafios fizeram questão de lembrar que a PUC-Rio oferece múltiplas formas de apoio aos estudantes, e que projetos como esse são apenas o ponto de partida. O professor Nicolau Saldanha reforçou que a Universidade dispõe de diversas oportunidades internas:
"Embora tenha uma imagem um pouco diferente para alguns, externamente, a PUC-Rio tem 40% de seus alunos de graduação com algum tipo de bolsa. Quem não conseguiu dessa vez nos Desafios, não tem problema, vai encontrar um monte de oportunidades por aqui. Mas é preciso estar sempre ligado. Aqui não é mais colégio, é universidade”, alertou.
De bolsas de iniciação científica a estágios remunerados, a mensagem dos coordenadores foi unânime: o mérito e o esforço dos estudantes, somados ao apoio das famílias e das escolas, encontram na PUC-Rio um solo fértil para a excelência e a realização de carreiras nas ciências do futuro.
Até lá.
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