Elite da Engenharia mundial
Professor Rodrigo de Lamare, da Engenharia Elétrica, alcança o grau de Fellow do IEEE e consolida vanguarda científica da PUC-Rio
Assessora de Comunicação Institucional da PUC-Rio

Rodrigo de Lamare em palestra no Instituto Nacional de Telecomunicações - Foto: divulgação
A eleição do professor Rodrigo de Lamare, da Engenharia Elétrica, como Fellow do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) – a maior organização profissional técnica do mundo, sem fins lucrativos, dedicada ao avanço da tecnologia para o benefício da humanidade – representa o ingresso no grupo mais restrito e influente da tecnologia global, uma honraria reservada a menos de 0,1% dos membros da organização que define os rumos da inovação no planeta.
Marca também o ápice de uma jornada de inovação iniciada e integralmente maturada dentro dos laboratórios da PUC-Rio, um reconhecimento que demonstra como a alta capacitação, a sólida infraestrutura e o ecossistema de pesquisa da instituição permitem que descobertas iniciadas no mestrado e doutorado alcancem impacto global.
Para além da conectividade móvel, o trabalho do pesquisador, que é prata da Casa, expande as possibilidades de monitoramento ambiental e segurança climática, revelando o caráter transformador de uma pesquisa que nasce da liberdade intelectual e do suporte institucional. Sobre sua eleição e projetos, Lamare conversou com a Assessoria de Comunicação Institucional da Universidade.
Assessoria de Comunicação Institucional - O título de Fellow do IEEE é uma das distinções mais prestigiadas da engenharia mundial, reservada a um grupo seleto de pesquisadores. O que representa para a sua trajetória e para a ciência desenvolvida na PUC-Rio alcançar esse patamar de reconhecimento internacional?
Rodrigo de Lamare – Essa distinção representa o reconhecimento de cerca de 25 anos de pesquisas inovadoras em telecomunicações e processamento de sinais na PUC-Rio. Foi na Universidade, durante o mestrado e o doutorado, que as minhas pesquisas foram iniciadas e começaram a ser reconhecidas por pares e empresas internacionais. A estrutura de pesquisa e a busca pela excelência, características da PUC-Rio, foram fundamentais para o desenvolvimento das pesquisas e a obtenção de resultados inéditos.
AscomInst - A citação da sua eleição destaca contribuições em "mitigação de interferência". De que forma essas técnicas transformam a eficiência das comunicações sem fio e qual é o impacto prático dessa tecnologia na conectividade que a sociedade utiliza hoje?
RdL – As comunicações sem fio são fundamentais para a sociedade moderna, mas apresentam muitos desafios como a interferência resultante da sobreposição de sinais de rádio e acústicos. Essa interferência degrada a qualidade da transmissão dos dados, resultando em perdas e erros.
Neste contexto, técnicas de mitigação de interferência são fundamentais para garantir alta qualidade na transmissão dos dados e permitir a conexão de um número crescente de usuários nas redes de comunicação sem fio. No meu grupo de pesquisas, foram desenvolvidas técnicas inovadoras para mitigação de interferências que foram adotadas em redes WI-FI, 5G e estão sendo consideradas para redes 6G.
AscomInst - Como anda o desenvolvimento de suas pesquisas, como a das redes 6G? Quais são as possibilidades inéditas que essa nova geração de conectividade deve abrir e quais são os maiores desafios que suas pesquisas atuais buscam resolver nesse campo?
RdL – As redes 6G deverão oferecer taxas de transmissão bem mais altas e melhor cobertura do que as redes 5G. Em particular, as melhorias serão facilitadas por novas tecnologias como as de localização integradas com comunicação, sistemas de múltiplas antenas, superfícies inteligentes, antenas distribuídas e inteligência artificial. No nosso grupo de pesquisas, buscamos soluções inovadoras para mitigação de interferência para um número crescente de dispositivos, melhoria da cobertura de serviços e algoritmos de inteligência artificial com baixo custo adequados para dispositivos móveis.
AscomInst - Além das redes 6G, quais outras fronteiras de pesquisa o seu grupo está explorando atualmente? Como ser Fellow do IEEE em atividade na Universidade pode impulsionar a formação de seus alunos e futuros pesquisadores para uma perspectiva de inserção global?
RdL – O grupo de pesquisas investiga, atualmente, configurações ótimas de sensores para arranjos de antenas e hidrofones, que são usados para comunicação e sensoriamento por sinais de rádio e acústicos, respectivamente. Essa pesquisa tem o potencial de aumentar a capacidade de comunicação e de sensoriamento. Por exemplo, em aplicações de monitoramento ambiental com sensores teríamos um aumento substancial da capacidade de identificar deslizamentos de terra, alterações climáticas, vazamentos em bacias hidrográficas e baías.
O reconhecimento como Fellow do IEEE poderá impulsionar a atração de alunos estrangeiros para a PUC-Rio e deverá facilitar a inserção internacional dos nossos alunos em empresas, universidades e institutos de pesquisa internacionais.
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