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Dois séculos em um selo

História bicentenária das relações Brasil-Santa Sé é impressa em identidade visual desenvolvida pela PUC-Rio

Data de publicação: 22/01/2026
Texto: Renata Ratton
Assessora de Comunicação Institucional da PUC-Rio
Montagem dos selos comemorativos criados para o seminário Selo comemorativo, desenvolvido na Coordenação de Gestão e Experiência de Marca - Imagem: divulgação
É da PUC-Rio o selo comemorativo do bicentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, cujo lançamento foi realizado no dia 20 de janeiro de 2026, em Roma, durante cerimônia que contou com a presença do reitor da Universidade, Pe. Anderson Antonio Pedroso, SJ.

A identidade visual, que unifica os eventos oficiais em ambos os países, foi o centro das atenções no seminário "Brasil-Santa Sé: 200 anos de relações diplomáticas", realizado na Pontifícia Universidade Gregoriana. Ao lado de Pe. Anderson Pedroso, solenidade de abertura, estavam o embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Everton Vieira Vargas, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Jaime Spengler e o reitor da Pontifícia Universidade Gregoriana – UniGre, Pe. Mark A. Lewis, SJ.
Uma foto de plano fechado mostrando o Pe. Anderson Pedroso, SJ, mais de perto ao lado do Cardeal Jaime Spengler
Reitor Pe. Anderson Pedroso, SJ, ao lado do Cardeal Jaime Spengler - Foto: divulgação

A iniciativa do selo coloca a produção de conhecimento da Universidade a serviço da diplomacia internacional e da fé. Uma história que começou a ser delineada ainda em novembro de 2024, quando o reitor foi provocado pelo embaixador Vargas a colaborar na criação de uma marca que traduzisse a densidade do vínculo bissecular.

O processo foi conduzido pela Coordenação de Gestão e Experiência de Marca (CGEM) da PUC-Rio, com a supervisão da professora Manuela Quaresma e a execução da designer Evelyn Grumach: um projeto de síntese histórica e rigor acadêmico que não se limitou à busca estética, mas envolveu interlocução direta com o corpo diplomático, representado pelas advogadas Fernanda Graeff Machry e Maria Helena Japiassu M. de Macedo. Segundo as designers do CGEM, o objetivo foi assegurar que a marca refletisse a relevância espiritual e política da relação entre os dois Estados.

Foto da Evelyn Grumach, uma mulher branca, sorridente e de cabelo curto escuro
A designer Evelyn Grumach foi responsável pela execução do selo que marca o bicentenário - Foto: Rogério Reis

— Em se tratando de uma celebração entre dois estados, Brasil e Vaticano/Santa Sé, as características físicas de ambos os locais se destacaram como ponto de partida: a colunata de Bernini na Piazza San Pietro, onde se localiza o Vaticano, e as arcadas de Oscar Niemeyer no Palácio do Itamaraty, em Brasília, representante da instituição brasileira. Suas características arquitetônicas, seus pilares e verticalidade, repetição e simetria se fizeram presentes ao buscar um sinal gráfico representativo deste encontro: a soma e o cruzamento dos eixos verticais e horizontais demonstram o encontro das instituições através de um sinal de positividade — explica Evelyn Grumach.

Em discurso na mesa de abertura do seminário na Gregoriana, o reitor da PUC-Rio detalhou a fundamentação teórica que guiou a equipe de design. De acordo com Pe. Anderson, o projeto representa a própria vocação da instituição de transformar o pensamento crítico em contribuições concretas para a sociedade.

— O processo de concepção do selo foi estruturado a partir de uma investigação simbólica e arquitetônica de ícones do Brasil e do Vaticano. Ambos os espaços foram analisados não como representações literais, mas como sistemas formais e simbólicos. Das colunas da Praça de São Pedro, emergem as ideias de acolhimento, centralidade e irradiação; dos arcos e da perspectiva do Palácio Itamaraty, derivam as noções de sequência, profundidade, racionalidade e modernidade — esclareceu.
Uma foto de plano aberto mostrando o Pe. Anderson Pedroso, SJ, ne mesa de seminário
Pe. Anderson Pedroso na mesa de abertura do seminário em celebração aos 200 anos de relação entre o Brasil e a Santa Sé - Foto: divulgação
O reitor prosseguiu descrevendo como foi desenvolvido um vocabulário formal baseado em colunas, eixos, vazios e sobreposições, a fim de evitar representações figurativas diretas.

— O selo resultante traduz essas referências em uma composição geométrica sintética, com uma forma final que sugere múltiplas leituras simbólicas sem impor uma interpretação única, mantendo a abertura semântica necessária a um símbolo diplomático. A escolha cromática reforçou essa impostação com cores sóbrias, institucionais e atemporais, pensadas para garantir legibilidade, elegância e adaptabilidade em contextos cerimoniais, institucionais e culturais diversos, com variações controladas de uso.

A participação do reitor nas celebrações romanas inclui missa comemorativa na Basílica de Santa Maria Maggiore, no dia 23 de janeiro, que celebra um marco histórico que remonta a 1826.
Foi em janeiro daquele ano que o Papa Leão XII recebeu o monsenhor Francisco Corrêa Vidigal, enviado pelo Imperador Pedro I para negociar o reconhecimento da independência do Brasil. Esse histórico de cooperação foi enfatizado pelo reitor em sua declaração oficial sobre o significado do bicentenário:

— O Brasil e a Santa Sé compartilham, ao longo de dois séculos, uma trajetória marcada pelo diálogo, pela cooperação e pela busca de valores comuns, como a promoção da dignidade humana, da paz e do bem comum. Participar dessa celebração em Roma é reafirmar a importância da diplomacia como instrumento de aproximação entre povos, culturas e tradições — afirmou padre Anderson.


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